2 de jun. de 2010

Os Jovens e a Leitura: relação de amor ou ódio?

Por Ana Soares

O avanço tecnológico, internet, jogos eletrônicos revolucionários X Livros e o prazer da boa leitura.



Com o crescente avanço da tecnologia, as obras literárias de autores consagrados transformaram-se em magníficas produções cinematográficas com apenas alguns milhões. Isto fez com que os livros muitas vezes ficassem em segundo plano para o público jovem, seja pelo fácil acesso da mesma obra na poltrona confortável do cinema, ou pelo simples interesse em outros aspectos, como o corpo e a moda.
Num mundo multimidiático o jovem se depara com milhares de atrativos que o fazem desviar sua atenção da leitura, como jogos eletrônicos com gráficos cada vez mais perfeitos, redes e jogos sociais que tomam horas na frente do computador e outras atividades que os impedem de ficar restritos somente a leitura.
A questão é, mesmo em meio a tantas atividades e outros atrativos o que a juventude do século XXI está fazendo para ler? Vão até a banca, à biblioteca, pegam emprestado com amigos mais providos, baixam na internet, no celular, ou não fazem nada?



Este pelo menos não é o caso do estudante técnico em meio ambiente Hugo Viotti, que atualmente está lendo As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. "Foi um livro que recebeu uma boa crítica e esteve por várias semanas na lista dos mais vendidos. Por isso, decidi lê-lo, já que achei a história interessante", diz o estudante de 18 anos. O rapaz diz que lê freqüentemente, embora a escola o impeça de ler tanto e tudo quanto gostaria. "Pelo fato de estudar em tempo integral, infelizmente não tenho tido muito tempo para leitura", comenta o estudante.
Dez leis para ser feliz, de Augusto Cury, é o livro escolhido por Débora, que começou a ler porque acha o tema interessante. "Num mundo de tanta correria como o nosso, a gente às vezes esquece de como é importante ser feliz, perdendo as rédeas da situação e acabamos nos enrolando nas preocupações do dia-a-dia", comenta Débiora justificando a escolha da obra. Débora gosta de saber sobre o comportamento humano, além de ler a revista Superinteressante. Também curte livros de história, crônicas e romances.
Porém não são todos que compartilham do mesmo interesse pela leitura. “Entre ler um livro e assistir a mesma coisa no cinema, prefiro mil vezes o cinema. Porque além de ser mais barato, assimilo melhor a história e não me toma tanto tempo”, diz o vendedor de 21 anos, Caio Victor de Souza, que embora goste de ler não se prende tanto aos livros pela comodidade das outras mídias. “É muito melhor ver no cinema, daí se eu me interessar muito pelo assunto, eu procuro e baixo da internet”, diz Caio Victor.
É interessante perceber como as diversas mídias influenciam na escolha dos jovens. Embora muita gente goste de dar palpites impulsivos, a questão da formação de leitores, do amor ou do ódio pelo hábito de ler, não é de forma alguma, responsabilidade só da escola. Trata-se de uma empreitada para várias frentes de trabalho: a escola, a casa, a família, os amigos, a televisão, a Internet e as políticas públicas. Os jovens lêem sim, basta olhar por cima do muro.

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